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Quando fazer o impossível não é suficiente.

Bombeiro militar decide usar o perfil pessoal em uma rede social para desabafar Portal R7 publicado em 26/10/2015 às 00:13  —  atualizado em 26/10/2015 às 00:36

 

"Estou acabado", diz bombeiro após tentar salvar bebê engasgado com leite materno.

 

"Estou acabado", disse o subtenente do Corpo de Bombeiros Humberto Araújo após tentar salvar um bebê de cinco meses que se engasgou com o leite materno na noite desta quinta-feira (24). Ele disse que a equipe fez o "impossível para salvar a criança", mas ela não resistiu e morreu.   

 

Chateado com a situação, o militar decidiu usar o perfil pessoal em uma rede social para desabafar. No texto, ele disse que o resultado desta ocorrência "derrubou a guarnição".

 

Em entrevista ao R7, Araújo explicou que, como pai, não tem como evitar a emoção.  

 

— Nós tentamos de tudo, fizemos o possível e o impossível. Queríamos muito salvar aquela criança, mas infelizmente não conseguimos. Tentamos durante uma hora reanimá-la, mas os sinais vitais não voltaram. Estou acabado.

 

O bebê se engasgou por volta das 22h30 enquanto era amamentado pela mãe, que mora em Ceilândia (DF). Ela acionou o resgate assim que percebeu o problema e quando os bombeiros chegaram a criança estava inconsciente.  

 

— Quando chegamos o bebê estava desacordado e sem respirar. Iniciamos as manobras de ressuscitação e durante o atendimento o estado piorou.   

 

Um médico também foi enviado com equipes especializadas do Samu (Serviço de Atendimento Móvel Urgente) para prestar apoio no atendimento.  

 

Os socorristas chegaram a aplicar medicações para que os órgãos vitais voltassem a responder, mas depois de uma hora os aparelhos não registraram nenhum tipo de reção.   

 

— Quando vimos que não teria mais nada o que fazer, toda a equipe ficou abatida. Saímos de lá arrasados. Somos pais de família e fazemos de tudo para salvar vidas. Quando isso não acontece, é impossível ficar bem.   

 

No comentário publicado pelo militar no Facebook, ele disse que o desespero da mãe e familiares da criança vai "ecoar na mente durante os plantões por vários dias". O subtenente fecha o texto desejando que "esse anjo seja recebido por Deus no céu".  

 

— Infelizmente é assim. Lidamos com vida e é sempre muito difícil. Precisamos estar sempre preparados para a próxima ocorrência, mas este caso não vai se apagar tão cedo.

 

FONTE: Portal R7

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